REDE DO BEM

Comunidade da União das Sociedades Espiritas Interm. São José do Rio Preto

Há momentos em que precisamos nos recolher para meditar com sinceros propósitos de analisar os acontecimentos à nossa volta, para que consigamos encontrar uma solução equilibrada e decente para enfrentá-los e resolvê-los. Justamente aí, se nos apresenta sublime oportunidade de reflexão e análise das diversas formas que temos para enfrentar os problemas com maior maturidade, pois, em meditando com calma, orando com fé e solicitando a inspiração dos Amigos do Além, certamente obteremos a necessária ajuda para então procedermos no trabalho de resolução das questões pendentes.

Claro que os Espíritos Amigos, não estarão fazendo o que nos compete realizar, mas estarão nos dando a devida inspiração, e, também, intuindo outras pessoas, de forma a nos ajudar para que tudo possa ser resolvido da melhor forma para todos os envolvidos.

Em o Evangelho Segundo o Espiritismo os Emissários Celestes nos instruem de forma bem clara e simples sobre o assunto, conforme segue:

“11. Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em conseqüência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações”. ¹

Pelo exposto, podemos facilmente compreender, que não estamos entregues à própria sorte como muitos ainda pensam. Teremos a necessária ajuda sempre que solicitarmos com toda fé em alcançar, meditando e orando com humildade de quem sabe que nada é capaz sem a permissão de Deus nosso Pai e Criador, só precisamos atentar para o fato de que os Espíritos Amigos só fazem o que lhes é permitido fazer, deixando ao solicitante a decisão de seguir ou não as inspirações que lhes chegarem, respeitando o livre arbítrio de cada criatura, conforme segue.

(...) Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta. Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. E isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: "Pedi e obtereis." 2

Que possamos ter a necessária tranqüilidade nos momentos de aflições e dificuldades, para buscarmos as melhores inspirações dos bons Amigos Celestes, através da concentração e da prece, para que possamos encontrar nas horas em que precisarmos a melhor solução para nossas necessidades.

Fonte:
1) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVII – item 11.

2) Idem, idem. Cap. XXVII – item 12.

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