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Adauto Alves de LIma Comentário de Adauto Alves de LIma em 24 novembro 2008 às 13:31
Neste ano de 2008, fomos entrevistados tres vezes, em ocasiões diferentes, pelo Diário da Região, através da reporter Renata Fernandes, todas sairam na Revista Bem-Estar, que circula aos domingos. Passo abaixo, para consideração dos queridos companheiros e companheiras, as respostas dadas às perguntas formuladas pela referida jornalista, no dia 29 de agosto de 2008.

Perguntas (29.08.2008)

1 - Todas as relações humanas são como uma teia, em que as pessoas são interligadas umas às outras? Por quê?

R. O homem tem que progredir. Isolado, isso é impossível, por não dispor de todas as faculdades. No insulamento, ele se embrutece e enfraquece. Homem nenhum possui faculdades completas. Somente através da união social é que elas se completam. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não isolados. Logo, só se concebe o homem vivendo em sociedade. DEUS, Não nos concedeu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação. Assim é impossível não estarmos ligados uns aos outros. Sempre vamos estar cercados de pessoas, umas mais próximas, outras nem tanto. Aquelas com as quais temos afinidades de encarnações anteriores, com certeza sempre estarão mais próximas de nós.

2 - Toda a pessoa que passa por nossa vida teria uma missão a cumprir? Como funcionaria isso? Por quê?

R. Todos nós temos uma missão a cumprir em nossa atual encarnação. Só progredimos espiritualmente através dos esforços que desprendemos para nos melhorarmos. Só vamos conseguir através da ajuda, da cooperação, do companheirismo, da dedicação, enfim, do amor que dedicarmos àqueles que DEUS colocou no nosso caminho. Na pergunta 573 do Livro dos Espíritos,nós encontramos

“ Em que consiste a missão dos Espíritos quando encarnados?”

– Instruir os homens, ajudar em seu adiantamento, melhorar suas instituições pelos meios diretos e materiais; mas as missões são mais ou menos gerais e importantes: aquele que cultiva a terra realiza uma missão, como aquele que governa ou que instrui. Tudo se encadeia na Natureza; ao mesmo tempo em que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos desígnios da Providência. Cada um tem sua missão na Terra, cada um pode ser útil para alguma coisa.

3 - De que modo alguém, ao entrar em nossa vida, pode auxiliar em nosso desenvolvimento espiritual?

R. Pela vontade Divina, ocorre a permissão, para que nas famílias, aconteçam encarnações de espíritos antipáticos ou estranhos com as finalidades de servir de prova a uns e de avanço aos outros. Os bons vão encontrar campo fértil para o trabalho. Os maus, através da convivência e dos cuidados que recebem dos bons, melhoram pouco a pouco, seu caráter se modifica, os hábitos se melhoram, as antipatias desaparecem.

4 - Como podemos perceber que determinada pessoa surgiu em nossa vida com um propósito? Se nem ela, talvez, saiba disso?

R. Tenho cá para mim, que não podemos saber quando esta ou aquela pessoa surge em nossa vida com este ou aquele propósito. Se adredemente soubéssemos, qual seria nossa reação, tudo o que estava programado quando da nossa encarnação iria por “água abaixo”, pois não agiríamos normalmente. Passado algum tempo da convivência, podemos até nos questionarmos, se esta ou aquela pessoa não foi colocada em nosso caminho por este ou aquele motivo.

5 - Há pessoas que passam a manter contato já com prévio interesse. Nesse caso, há como nos 'desligarmos' dessa pessoa? Esse tipo de atitude também tem interferência em nosso desenvolvimento?

R. Com certeza tem interferência no nosso desenvolvimento. Não importa onde aconteça o contato, (trabalho, lar, clube etc.), Se passamos a ser assediados por alguém, precisamos não só ser educados, mas principalmente precavidos. A nossa intuição é uma arma poderosa, mesmo porque, mormente ela nos é dada por nosso mentor espiritual. Se o nosso pressentimento nos alerta, o melhor que fazemos é nos afastarmos, sem ofender, sem magoar, pois nossas vibrações sempre voltam para nós, então que sejam sempre boas para que o retorno nos fortaleça. Sabe, às vezes é mais fácil nos desligarmos de um obsessor desencarnado do que do encarnado, mas deste último devemos usar o determinismo para fugir de suas teias.

6 - Qual a melhor maneira de nos interligarmos positivamente aos outros?

R. Através de nossos pensamentos positivos. Se começarmos um relacionamento (de amizade, de carinho, de transações comerciais etc.), pensando antecipadamente que não vai dar certo, tal possibilidade cresce assustadoramente. Se mentalizamos que tudo caminhará para o bom desfecho, estamos a mais de meio caminho andado para que aconteça um relacionamento bom.

7 - Acredita que não existam coincidências e que tudo o que nos ocorre faz parte do projeto de evolução espiritual de cada um?

R. Sim, acredito que não existam coincidências. Tudo o ocorre na nossa vida é para nossa evolução espiritual. Não consigo encontrar colocações mais coerentes, do que aquelas dadas por Santo Agostinho, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. XIV:
“Os Espíritos, cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição levam a reunir-se, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, buscam-se para agrupar-se como faziam no espaço, dando origem às famílias unidas e homogêneas. E se, nas suas peregrinações, ficam momentaneamente separados, mais tarde se reencontram, felizes por seus novos progressos. Mas como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar-se entre eles, a fim de haurirem conselhos e bons exemplos, no interesse do seu próprio progresso. Eles causam, por vezes, perturbações no meio, mas é lá que está a prova, lá que se encontra a tarefa. Recebei-os, pois, como irmãos; ajudai-os, e, mais tarde, no Mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo do naufrágio os que, por sua vez, poderão salvar outros”.

8 - Acredita que estaríamos mais ligados uns aos outros do que imaginamos? Por quê?

R. Sim. (ver a resposta anterior)

9 - Há como influenciarmos a aproximação do outro em nossa vida?

R. Paulo o apóstolo dos gentios, deixou-nos uma frase que se tornou antológica: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém” . Porque não deixar que as coisas aconteçam de forma natural? Porque influenciarmos esta ou aquela atitude de nosso semelhante. É minha opinião, que pessoas com firmeza de propósitos não se deixam influenciar, logo, os influenciáveis são aqueles que de alguma forma se deixam levar. Faço uma restrição: quando usamos nossa influência visando à aproximação para ajudar, para reerguer, para amparar, é muito meritória. Se for o oposto é pernicioso.

10 - Pode dar dicas para as pessoas aproveitarem melhor as lições que lhes são 'ensinadas', mas que muitas vezes passam despercebidas?

R. Para melhor aproveitarmos as lições que nos “ensinadas”, não interessando por quem, é necessário que nos desarmemos, que estejamos receptivos aos ensinamentos. As lições que devemos aproveitar são aquelas que vão nos ajudar no crescimento moral e espiritual.

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Considerações finais.

Durante a nossa existência vivemos etapas. Durante certa fase da vida não aceitamos nenhum conselho, nenhuma orientação. Somos os donos da verdade. À medida que o tempo passa, começamos a perceber que não sabemos nada, que somos eternos aprendizes. Nesta fase fica mais fácil aproveitarmos as lições, não só aquelas que nos são ensinadas, mas principalmente aquelas que faculdade da vida nos impõe. Na atualidade, muito se tem feito para que os jovens aceitem os ensinamentos, sejam eles de cunho intelectual ou moral. Convivemos com jovens que fazem parte do Departamento de Mocidade e ficamos maravilhados com o trabalho que desenvolvem. Podemos dizer com certeza, que muito estamos aprendendo com eles, que dia a dia nos passam lições de tolerância, de perseverança, de desprendimento, de trabalho visando o bem estar do próximo, e tantas outras.
Rute Borges dos Santos Comentário de Rute Borges dos Santos em 2 novembro 2008 às 16:14
Olá amigos, quero dar e receber conhecimentos com vcs.
cada dia é uma nova descoberta, muito lindo, a forma que Deus coloca s coisas na nossa vida Bj.
Patricia Adriana Franco Braga de Carvalho Comentário de Patricia Adriana Franco Braga de Carvalho em 25 setembro 2008 às 9:55
Oi amigos,quero aprender com vcs, e estudar, eu posso fazer perguntas a vcs ,sobre o que acontece comigo o que eu sinto? abraços.
jacinta mota Comentário de jacinta mota em 23 julho 2008 às 10:17
Queridos(as),
a minha intenção, ao me unir ao grupo, é de aprender, e estudar cada vez mais esta abençoada doutrina.
Como podemos colocar novos temas???
Beijosss!
Jacinta
Francisco Ildefonso Comentário de Francisco Ildefonso em 21 maio 2008 às 23:26
Queridos amigos,
Inicio neste grupo com a expectativa de aprender e trocar informações com todos.
Fico desde já à disposição!
Abraço a todos
André Sobreiro Comentário de André Sobreiro em 10 maio 2008 às 0:18
Acho que ninguém é arremessado do 6o. andar de um prédio, aos 5 anos de idade, sem chances de defesa (pela prévia asfixia), sem que haja algo à resgatar no passado delituoso.
Adauto Alves de LIma Comentário de Adauto Alves de LIma em 1 maio 2008 às 15:03
Muita boa a idéia do companheiro Ferdinando em criar o espaço para estudo e troca de informações. Nosso objetivo não é responder a tantas e tantas questiúnculas. Tentemos primeiramente focar nossa atenção nos ensinamentos dos Espíritos. Vamos procurar no Livro dos Espíritos algum subsidio, que possa nos ajudar. A questão 199 do Livro dos Espíritos, segundo meu tacanho conhecimento, pode nos ajudar a entender alguma coisa do murmuroso caso. Vamos à pergunta, com a respectiva resposta:
199. Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância?
R “A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que
devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.”
Para reflexão: Questões 120 a 125, 391,891.
O assunto é polêmico. Como escreveu o companheiro W.Balbo, não cabe a nós o julgamento. Creio que todos nós devemos nos comprenetar que, nestes momentos não podemos deixar que a emoção tome conta dos nossos pensamentos. Não vai nos ajudar em nada. Que as nossas orações sejam não só para o espírito da criança Isabela, mas também para aqueles que de alguma forma estão envolvidos no triste caso. PAZ E FRATERNIDADE.
Germano Comentário de Germano em 1 maio 2008 às 11:23
Espero contribuir e receber com os ensinamentos da Doutrina dos Espíritos. Como estou iniciando agora gostaria de saber se já existe um tema em estudo.

Muita Paz.
Germano.
Christina Nunes Comentário de Christina Nunes em 30 abril 2008 às 18:31
É fora de dúvida que sob o véu misericordioso que existe sobre os nossos lances do passado milenar muito há, e talvez que nada muito elogiável. Contrição e bom senso, portanto, é o mínimo que se pede frente a um episódio desses, a par da dor natural e solidária para com a menina e sua mãe, porque é fato: o aprendizado virá a cada um, culpados e inocentes, conforme suas necessidades espirituais, e nossa visão de culpa, do ponto de vista do confinamento consciencial no qual nos vemos durante a reencarnação, é no mínimo enganoso, quanto limitado, sem ter como considerar os aspectos cármicos todos envolvendo um grupo familiar.
Wellington Balbo Comentário de Wellington Balbo em 29 abril 2008 às 20:14
É, como proceder perante ato tão brutal? Fato é que não podemos pagar o mal com o mal. O melhor a fazer é orar e meditar para o ódio não nos contamone também. O Espiritismo contribui de forma singular ao apontar que as leis de Deus estão escritas na consciência, de modo que, os culpados, cedo ou tarde serão responsabilizados pela própria consciência a retificar o que fizeram. Portanto, a nós não cabe julgamento para que não venhamos a nos comprometer em lamentáveis tagarelices, tornando-nos fofoqueiros da infelicidade humana.
 

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